Líder de crachá x líder moral: veja que tipo de chefe é o seu

6, novembro, 2011 Sem comentários

Por: Infomoney

SÃO PAULO – No mercado de trabalho, os chefes são alvos fáceis de reclamação dos funcionários. Alguns profissionais não suportam a maneira como o gestorlidera a equipe e acabam pedindo para serem transferidos de setor ou até mesmo pedem demissão. Para o consultor da Leme Consultoria, Alexandre Giomo, chefes deste tipo são os famosos “líderes de crachá”.

O especialista explica que o “líder de crachá” é reconhecido por não transmitir segurança à equipe, pois ele acredita que somente desta maneira conseguirá manter o seu cargo. Além disso, ele é centralizador, concentrando as atividades e conhecimento somente para si.

Outra característica é que não reconhece os talentos, os resultados e a superação das pessoas da sua equipe. Para este gestor, quando um resultado positivo é alcançado, ele comemora sozinho, pois considera mérito próprio.

“Este tipo de líder manda pelo crachá. Para ser respeitado, ele mostra crachá para pessoas que estão abaixo dele. Infelizmente, ainda restam alguns profissionais assim, são resquícios da era industrial”, explica.

Para esse tipo de líder, a era do conhecimento é algo que vem só para atrapalhar, para tirá-lo da sua “zona de conforto” e fazer com que seus subordinados tenham suas “cabeças viradas”.

Líder moral
Já a gestão do líder moral é completamente diferente à do líder de crachá. “O líder moral lidera pelo respeito, o seu comportamento é admirado pelos outros e, com isso, as pessoas o seguem”, explica Giomo.

Entre as características deste tipo de gestor estão a competência no relacionamento interpessoal, com ênfase no respeito pelo próximo, pelos seus subordinados, pares e superiores, não fazendo distinção quando se trata de hierarquia.

O líder moral promove, em seu departamento, um clima cordial, de confiança e credibilidade, valorização e reconhecimento das pessoas. Além disso, ele incentiva, motiva e mostra, por meio de seus comportamentos e valores, respeito a todos de forma incondicional, entendendo que nada é conquistado se não for com a participação de toda a equipe.

O especialista acrescenta ainda que este tipo de liderança é fortemente focado em resultados, porém não fica “míope” em relação às pessoas que lidera. Ele também agrega os valores das pessoas e da empresa e dissemina os conhecimentos.

“Ele tem um discurso coerente com a prática. Com isso, todos têm respeito por ele. É como pai e filho: o pai que faz as coisas certas têm o respeito do filho, já aquele que só fala e age de outra maneira não terá respeito”, finaliza.

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19 de Outubro – Dia do Profissional de Informática

19, outubro, 2011 Sem comentários

Por Danilo Augusto

Isso mesmo, nós, técnicos em manutenção (Evans), administradores de rede (Jefferson), programadores (Nicholas), analistas de sistemas (Portella), designers (Alexander), engenheiros da computação (Pedro Munhoz), professores (Uchôa), jornalistas (Igor), gerentes de TI (Michael) e outras trocentas categorias são homenageadas neste dia.

 

Acompanhados por algumas poucas profissões, temos que estar 24h disponíveis: seja para consertar um Desktop que não entra no Windows, seja para recuperar um banco de dados que evaporou do servidor no meio da madrugada num Hospital ou mesmo para preparar e dar aulas de C# para 20 criaturas que não têm o mínimo interesse em seguir a carreira… Nossa vida não é fácil.

O técnico em manutenção tem que ser um intérprete para entender o que o usuário está dizendo ao falar que “O sistema parou de funcionar”. O analista precisa ter paciência e desenvoltura para transformar as idéias do cliente no projeto de um software para que o programador possa desenvolvê-lo. O Administrador de redes tem que sair de casas às pressas as 3h da manhã porque o servidor da maior empresa atacadista do estado está infectada e a loja precisa abrir ao amanhecer… Nossa vida não é fácil.

Uma profissão, que assim como as outras, possui seus maus profissionais que sujam a categoria sendo desonestos, corruptos, irresponsáveis e até mesmo imaturos ao cobrar R$15 pela formatação de um computador, desvalorizando seus próprio trabalho e o dos seus companheiros de profissão. Nossa vida não é fácil.

Nossas confraternizações são feitas em meio à problemas, correria e computadores, regadas sob Coca-Cola e saboreadas com pizzas e esfihas do Habib’s. Nossas piadas são formadas pelas brigas Microsoft-Apple, Windows-Linux, causos de informática e como não poderia deixar de ser, sobre a tela azul da morte. Coisas que só nós entendemos e achamos graça mas que descontrai o nosso ambiente hostil.

Neste dia do profissional da informática devemos parar para pensar se as nossas decisões, as nossas atitudes e o nosso profissionalismo estão no caminho certo. Será que estamos sendo honestos (o bastante) com os nosso clientes? Será que sabemos como trabalhar em equipe e respeitar o colega de trabalho ? Pense bem sobre isso e não se esqueça ! Nunca pare de estudar! Aperfeiçoe-se nas ferramentas que já trabalha, estude as novas tendências e a cada dia traga para sua empresa, para sua sala de aula e até para os seus colegas novas soluções descobertas e conhecimentos adquiridos. Afinal, como já diz o ditado “Uma andorinha só não faz verão”.

Portanto, neste dia quero parabenizar a todos os profissionais de informática do país, desde o téco de coputadô até o CEO. Gostaria muito que nossa data virasse um feriado internacional, como o dia 1º de Janeiro, mas, felizmente a esperança é a última que morre.

Nós do I/O Tecnologia parabenizamos todos vocês por este dia. Congratulations !

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Encontrei no Me Acharam este texto sobre “O cara da informática”. Confiram:

1 – O CARA DA INFORMÁTICA dorme. Pode parecer mentira, mas este precisa dormir como qualquer outra pessoa. Esqueça que ele tem celular e telefone em casa, ligue só para o escritório;
2 – O CARA DA INFORMÁTICA come. Parece inacreditável, mas é verdade. Ele também precisa se alimentar e tem hora para isso;
3 – O CARA DA INFORMÁTICA pode ter família. Essa é a mais incrível de todas: mesmo sendo profissional desta área, a pessoa precisa descansar nos finais de semana para poder dar atenção à família, aos amigos e a si próprio, sem pensar ou falar em informática, impostos, formulários, concertos e demonstrações, manutenção, vírus e etc;
4 – O CARA DA INFORMÁTICA, como qualquer cidadão, precisa de dinheiro. Por essa você não esperava, né? É surpreendente, mas ele também paga impostos, compra comida, precisa de combustível, roupas e sapatos,
e ainda consome Lexotan para conseguir relaxar. Não peça aquilo pelo que não
pode pagar ao CARA DA INFORMÁTICA;
5 – Ler, estudar também é trabalho. E trabalho sério. Pode parar de rir. Não é piada. Quando um CARA DA INFORMÁTICA está concentrado num livro ou publicação especializada ele está se aprimorando como profissional, logo trabalhando;
6 – De uma vez por todas, vale reforçar: O CARA DA INFORMÁTICA não é vidente, não joga tarô e nem tem bola de cristal, pois se você achou isto demita-o e contrate um paranormal ou Detetive. Ele precisa planejar, se organizar e assim ter condições de fazer um bom trabalho, seja de que tamanho for. Prazos são essenciais e não um luxo. Se você quer um milagre, ore bastante, faça jejum e deixe o pobre do CARA DA INFORMÁTICA em paz;
7 – Em reuniões de amigos ou festas de família, o CARA DA INFORMÁTICA deixa de ser profissional e reassume seu posto de amigo ou parente,
exatamente como era antes dele ingressar nesta profissão. Não peça conselhos,
dicas, ele tem direito de se divertir;
8 – Não existe apenas um ‘levantamentozinho’ , uma ‘pesquisazinha’ , nem um ‘resuminho’, um ‘programinha pra controlar minha loja’, um ‘probleminha que a máquina não liga’, um ‘sisteminha’, uma ‘passadinha rápida’ (aliás conta-se de onde saímos e até chegarmos), pois OS CARAS DA INFORMÁTICA não resolvem este tipo de problema. Levantamentos, pesquisas e resumos são frutos de análises cuidadosas e requerem atenção, dedicação. Esses tópicos podem parecer inconcebíveis a uma boa parte da população, mas servem para tornar a vida do CARA DA INFORMATICA mais suportável;
9 – Quanto ao uso do celular: este é ferramenta de trabalho.
Por favor, ligue, apenas, quando necessário. Fora do horário de expediente,
mesmo que você ainda duvide, o CARA DA INFORMÁTICA pode estar fazendo algumas coisas que você nem pensou que ele fazia, como dormir ou namorar, por exemplo;
10 - Pedir a mesma coisa várias vezes não faz o CARA DA INFORMÁTICA trabalhar mais rápido. Solicite, depois aguarde o prazo dado por ele;
11 – Quando o horário de trabalho do período da manhã vai até 12h, não significa que você pode ligar às 11h58min. Se você pretendia cometer essa gafe, vá e ligue após o horário do almoço (relembre o item 2). O mesmo vale para a parte da tarde, ligue no dia seguinte;
12 – Quando o CARA DA INFORMÁTICA estiver apresentando um projeto, por favor, não fique bombardeando com milhares de perguntas durante o atendimento. Isso tira a concentração, além de torrar a paciência. ATENÇÃO: Evite perguntas que não tenham relação com o projeto;
13 – O CARA DA INFORMÁTICA não inventa problemas, não muda versão de Windows, não tem relação com vírus, não é culpado pelo mal uso de equipamentos, internet e afins. Não reclame! Com certeza fez o possível para você pagar menos. Se quer emendar, emende, mas antes demita o CARA DA INFORMÁTICA e contrate um quebra galho;
14 – OS CARAS DA INFORMÁTICA não são os criadores dos ditados ‘o barato sai caro’ e ‘quem paga mal paga em dobro’. Mas eles concordam;
15 – E, finalmente, o CARA DA INFORMÁTICA também é filho de Deus e não filho disso que você pensou;
16 – Agora, depois de aprender sobre O CARA DA INFORMÁTICA, repasse aos seus amigos, afinal, essas verdades precisam chegar a todos. O CARA agradece.

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A importância do Linkedin nas Redes Sociais

12, outubro, 2011 Sem comentários

Por: Miguel brandão


A Online Media elaborou um infográfico sobre o valor e importância que Linkedin começa a ter nas redes sociais. Esta rede de profissionais está a ter um crescimento surpreendente com poucos anos de existência. Para quem ainda não conhece esta rede, poderá ler aqui no blog MaisWebMarketing o que é o Linkedin e aproveite também para ficar a conhecer 12 dicas Linkedin. Foi realizado em Portugal um estudo sobre esta rede social que está a crescer entre os profissionais. Mas antes de partilhar o infográfico recomendo o artigo onde pode ver a informação dada pelo blog da respectiva rede social que nos diz que o Linkedin já atingiu os 100 milhões de membros.

A rede social Linkedin penso que será a 2ª grande rede na Internet nos próximos anos para profissionais a seguir ao Facebook. Para quem utiliza as redes sociais como estratégia de marketing online esta rede já merece muita atenção e obrigação de estar presente quer individualmente ou como empresa.

The Value of Being LinkedIn

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Carreira em TI – Como começar com o pé direito?

7, outubro, 2011 Sem comentários

Por: Milton de Oliveira

Que sobram vagas na área de TI, todo está mundo cansado de saber. É comum, volta e meia, aparecer no noticiário alguma reportagem sobre o apagão de profissionais na área de Tecnologia da Informação, mostrando os altíssimos (altíssimos?) salários e a enorme oferta de vagas.

Porém, nem tudo são flores. Muitas vagas para profissional Junior exigem muitos conhecimentos – às vezes, até vagas de estágio solicitam “sólida experiência” ou “domínio”. Felizmente existem empresas que proporcionam treinamento, mas elas ainda são poucas (a empresa onde eu trabalho, por exemplo). E nesse instante começa o dilema de tostines: não consigo um trabalho por que não tenho experiência, não tenho experiência por que nunca trabalhei…

Óbvio que não existe uma receita ou um roteiro para ingressar no mercado ou iniciar uma carreira de sucesso – até porque, seria muita petulância de minha parte – mas seguem algumas dicas que foram, estão sendo e serão ainda úteis para mim:

1-) Estude!

Pode parecer piegas dizer isso, mas de fato, é importantíssimo estudar. O estudo, porém,  deve ter um foco, deve ser direcionado. Não adianta estudar Esperanto, Psicologia, e Geografia do Brasil se a intenção é atuar como programador. A melhor forma, ao meu ver, pra dar um “start” é fazer um curso técnico de informática. Um bom curso técnico abrange, de modo prático, as seguintes áreas: infra-estrutura , programação, banco de dados e análise.  O conhecimento adquirido servirá como base e com certeza será um diferencial em seu currículo, além de servir como orientador vocacional. Um curso técnico tem de um ano e meio a dois anos de duração. Para quem mora no estado de São Paulo, recomendo as ETECs (apesar de eu ser suspeito, pois sou ex-aluno ) e o IFSP (antiga CEFET ) que além de gratuitos, são excelentes. Existem outros “Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia” Brasil a fora, mas como não conheço, deixo a escolha ao cuidado de vocês.

2-) Estude Mais!

Todo mundo que trabalha ou quer trabalhar em TI deve ter uma coisa em mente: é importante sempre se manter atualizado, ou seja, estudando. Pode ser um curso de uma linguagem de programação, umacertificação ou até mesmo atuando como autodidata. O profissional de TI deve sempre se manter atualizado e antenado, seguindo as tecnologias.

Apesar de muitos cargos na área de TI não exigirem curso superior, eu considero que a Faculdade é um divisor de águas. É óbvio que você aprenderá muito (em alguns casos, não tanto quanto esperava…) mas acredito que o principal papel da Faculdade na área de TI é a inserção no mercado de trabalho. Muitas empresas estreitaram a relação com as faculdades, oferecendo tecnologias e especializando professores, e em troca, recruta para seu corpo de funcionários os alunos da instituição. Mesmo que sua faculdade não tenha um programa desse tipo, ou que você não tenha sido selecionado, não se desespere. Aproveite o parco tempo livre e se dedique aos estudos. É interessante também produzir conhecimento, seja participando de um grêmio ou com a iniciação científica. Porém, caso seu interesse não seja a carreira acadêmica, aconselho que foque seus esforços em conseguir um estágio, que é um dos melhores meios para entrar no mercado. O momento para começar a procurar um estágio é logo após o primeiro dia de aula na faculdade.

3-) Estagie!

O estágio é um período de aprendizado intenso e, ao meu ver, a melhor forma de começar bem uma carreira em qualquer área, principalmente em TI. O estágio é um contrato firmado entre uma empresa, um aluno e a instituição de ensino. Por isso, só pode ser contratado como estagiário um estudante, devidamente matriculado em uma faculdade ou curso técnico. Um contrato de estágio tem duração de até 2 anos e não se caracteriza como vínculo empregatício.

Ao se deparar com uma oportunidade de estágio, deve-se levar em conta o aprendizado: mesmo que exista outra vaga que pague bem mais, será ela que proporcionará mais conhecimento? O valor da bolsa auxílio não deve pesar na hora da escolha. Esse período deve ser visto como um investimento.

É importante levar o estágio a sério, pois, apesar de estar em fase de aprendizado, o estagiário já é um profissional! Mas isso já é tema para outro artigo…

Teve uma experiência parecida? Tem conteúdo a acrescentar? Achou meu texto um monte de besteira? Dê seu feedback nos comentários, ou então mande um email para milton@deoliveiraneto.com. Sua interação é importante!

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Carreira de TI passa por mudança, diz consultor

1, dezembro, 2010 Sem comentários

Vinicius Aguiari, de INFO Online

Quarta-feira, 01 de dezembro de 2010 – 17h40

SÃO PAULO – O diretor-geral da consultoria Michael Page Brasil, Ricardo Basaglia, encerrou o INFO Summit, em São Paulo, nesta quarta-feira, com a apresentação  “Carreira – o futuro do profissional de TI”.

Segundo Basaglia, a carreira do profissional de TI vem passando por uma grande mudança nos últimos cinco anos. “O organograma como nós o conhecemos hoje foi desenhado em 1850. Porém, hoje, cada vez mais estão sendo criadas novas oportunidades de relacionamento com o usuário”, disse ele.

De acordo com ele, profissionais jovens com menos de 30 anos têm obtido receitas de dezenas de milhares de reais, porém, não tem mostrado fidelidade aos projetos os quais estão envolvidos.

De acordo com uma pesquisa apresentada pela Michael Page, 82% dos CIOs hoje estão preocupados com o próximo passo em suas carreiras, enquanto 68% disseram se preocuparem com a participação limitada no trabalho.

Para o consultor, uma visão globalizada das soluções, fluência em inglês e capacidade de estruturar a área para movimentos de mercado são algumas das principais competências buscadas pelo mercado hoje.

Em relação às exigências comportamentais habilidade em vender ideias, de se relacionar, antecipação, agilidade e inovação são as habilidades mais procuradas.

O desenvolvimento é outro ponto chave para se manter empregado, diz Basaglia.”Se você é nota 8 hoje, quando a próxima geração chegar você será nota  6 ou 7.”

Para completar, o consultor ressalta a importância de metas, estratégia e do networking a fim de avançar na carreira.

O INFO Sumitt é o evento promovido pela  revista INFO que discute as tendências da tecnologia da informação para o mundo corporativo.

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Cinco qualidades-chave do gerente de TI

15, setembro, 2010 Sem comentários
Há alguns anos, era comum encontrar nas empresas aquele rapaz especializado em computadores. Todo e qualquer problema, não importasse a área, era resolvido por ele. Era como um faz-tudo da informática. Com o crescimento dos negócios e a necessidade de contar com uma infraestrutura de TI à altura da satisfação dos clientes, essas mesmas empresas se viram obrigadas a criar um departamento de tecnologia e contratar um gerente. Hoje, além de estar antenado às novidades do mercado global, o CIO (chief information officer) deve estar alinhado com as estratégias de crescimento da empresa.
Entre as inúmeras qualidades necessárias para um executivo que tem de lidar com vários públicos diferentes, equipes de trabalho, fornecedores de equipamentos e softwares, clientes e a própria diretoria da qual faz parte seguem as cinco principais:
1. Liderança. Conhecimento, organização e alto poder de comunicação são virtudes que integram a liderança. O CIO que detém conhecimento tecnológico necessário para desenvolver intrincados projetos, mas não domina a habilidade de falar com públicos diversos e ‘vender’ a TI como um recurso facilitador, está em risco. O líder é capaz de formar uma equipe sólida e motivada, contribuindo efetivamente para que as coisas aconteçam da forma mais satisfatória possível.
2. Paixão. Executivos de sucesso se entregam completamente ao que gostam de fazer. O que se espera de um bom CIO é que esteja sempre ávido por conhecimentos tecnológicos, em busca de soluções que simplifiquem não só os departamentos de sua empresa, mas principalmente os negócios de seus clientes. O gerente de TI apaixonado pelo que faz encontra sempre uma solução adequada para cada necessidade.
3. Visão de longo alcance. Ao mesmo tempo em que está alinhado com a política da sua empresa, às vezes conservadora, o CIO não deve deixar de cultivar uma visão de futuro. Além de antever problemas, deve ser capaz de criar facilidades que poderão despertar, por sua vez, necessidades. Assim é que os negócios avançam.
4. Capacidade de gerenciar bons fornecedores. É preciso desenvolver perspicácia suficiente para distinguir bons fornecedores de produtos e serviços. Afinal, nem todos os vendedores estão 100% preocupados com o negócio da sua empresa. Nos últimos anos, com os cortes de gastos na área de TI, muitos CIOs se viram obrigados a desenvolver essa capacidade rapidamente. Mais do que isso: o CIO deve estar apto para explicar não só como o departamento de TI poderá se pagar, mas também mostrar como poderá gerar lucros nos demais setores da empresa.
5. Criatividade. É raro quem aponte criatividade como atributo requerido a um CIO. Mas, olhando sob uma nova perspectiva, percebemos que para elevar uma empresa inteira a um patamar mais elevado é necessária uma dose cavalar de criatividade. Quanto maior o poder imaginativo do gerente de TI, tanto mais adequadas à realidade da empresa serão as soluções encontradas para enfrentar desafios. E os desafios são uma constante no ambiente corporativo.

Ezequias Sena

iMasters

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Sete mitos sobre a carreira em TI que precisam ser quebrados

3, agosto, 2010 Sem comentários
A evolução dos profissionais do setor levou à criação de um comportamento padrão, mas que nem sempre deve ser seguido por quem busca o sucesso.
Por COMPUTERWORLD/EUA
Ao longo do tempo, os profissionais que atuam na área de tecnologia da informação passaram a conviver com algumas regras extraoficiais e que, com o tempo, viraram um senso comum no setor. Assim, o que se vê hoje é que quem opta pela carreira em TI está sujeito a algumas regras e comportamentos que nem sempre são encontrados em outros departamentos.
A adesão cega a esse comportamento padrão de TI pode ser bastante prejudicial para os profissionais. A seguir, acompanhe sete mitos a respeito da carreira em tecnologia, que precisam ser quebrados pelo bem do setor:
1 – Trabalhar longas horas é sinônimo de sucesso. Trabalho duro representa um pré-requisito para a maioria das posições de TI, mas isso não é medido em horas no escritório. Uma agenda muito ocupada e extensa pode acabar afetando a produtividade, por conta da exaustão do profissional. Além disso, trabalhar até muito tarde todos os dias pode passar a impressão de que o profissional falha ao gerenciar seu próprio tempo.
Se as horas diárias de trabalho não são suficientes para cumprir com todas as atividades, o profissional precisa conversar com seu supervisor para estudar prioridades de projetos, delegar tarefas ou solicitar mais recursos para a companhia.
2 – Escolha uma especialidade e fique muito bom nela. O departamento de TI sempre precisará de especialistas em certas tecnologias, mas ser bem-sucedido no cenário atual requer a habilidade de expandir o escopo de atuação de acordo com as necessidades da empresa.
Com isso, o profissional não pode desperdiçar oportunidades de treinamento ou projetos que ajudem a ampliar suas competências. Ao demonstrar o comprometimento com a busca de novas habilidades, o profissional ganha mais chances de crescer na companhia.
3 – Agarre qualquer nova responsabilidade. A atitude do profissional que diz saber fazer de tudo não vai ajudar em nada se ele se responsabilizar por algum trabalho que não pode fazer. Quando alguém se voluntaria para projetos que se estão além das suas habilidades podem criar dores de cabeça para todo o departamento.
Em cada caso, o profissional deve ser perguntar se tem o que é necessário para executar o projeto. Em algumas situações, faz mais sentido ter um papel coadjuvante e aproveitar para ganhar aprendizado.
4 – Sempre busque promoções. É fácil se deslumbrar com um cargo mais pomposo ou um salário mais alto, mas antes de aceitar uma promoção é bom considerar todos os impactos da mudança, incluindo o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
É interessante ponderar também se haverá tempo de devotar tempo às tarefas profissionais que dão mais prazer. Aceitar um papel com mais responsabilidade só pelo salário ou pelo prestígio pode minar a satisfação e acelerar a morte da carreira.
5 – Quanto mais certificações, melhor. O mercado é altamente competitivo, razão pela qual alguns profissionais são tentados a buscar cada nova certificação que aparece. Mas essas credenciais só têm valor quando associadas a alguma experiência.
A escolha pelos treinamentos e certificações deve estar de acordo com as atividades de trabalho atuais e aquelas vislumbradas no futuro pelo profissional.
6 – Acima de tudo, impressione o chefe. A reputação do profissional de TI é construída com diversas esferas da organização. Assim, quem atua no setor não deve estar preocupado apenas em agradar o superior, mas deve também manter um bom relacionamento com os profissionais de outras áreas de negócio.
O profissional que ajuda seus pares sempre que possível, sem se desgastar demais, está em vantagem, pois ele tem aliados para os próprios projetos em momento difíceis, de prazos apertados. E o chefe gosta mais de prazos cumpridos do que de reverências.
7 – Seja discreto. O profissional de TI padrão tem medo de ser percebido na organização como fofoqueiro ou de ser desagradável ao tentar a socialização. No entanto, gastar um pouco de tempo todos os dias para manter conexões pessoais com pessoas de toda a companhia é essencial para a saúde da carreira. Relações informais tornam o networking (rede de relacionamento) mais forte e pode abrir novas oportunidades de emprego.
Uma definição resume as dicas: a melhor forma de mostrar à empresa que tem valor é proporcionar resultado. O profissional deve focar nos maiores benefícios que pode trazer ao empregador, sem se preocupar se as pessoas estão enxergando o quão duro você trabalho e o que você alcança. A forma mais interessante de manter a evolução na carreira é deixar um rastro de sucesso consistente.
*Dave Willmer é diretor-executivo da divisão de tecnologia da operação norte-americana da Robert Half
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Os 10 principais erros de comunicação cometidos pelos CIOs

16, julho, 2010 Sem comentários

Especialistas mostram como o excesso de jargões e uma linguagem técnica arruinam as chances de sucesso dos gestores de TI

CIO/EUA

Publicada em 16 de julho de 2010 às 08h00

Por anos, os CIOs têm lutado contra um estereótipo de alguém que tem problemas de comunicação e não está preparado para falar a linguagem dos negócios ou vender ideias para qualquer pessoa fora de TI. Muitos executivos, no entanto, têm conseguido reverter essa situação com um discurso convincente e que conquista os demais profissionais.
A habilidade dos CIOs para negociar tem ajudado a engajar os principais executivos da organização. Mas, ainda, ocasionalmente, esses gestores de TI cometem erros básicos, como usar uma ‘sopa de letrinhas’ e exagerar nas promessas de resultados.
Vale destacar que os erros de comunicação podem impedir que os CIOs realizem seu trabalho de forma efetiva e ganhem o respeito dos demais executivos. Craig Blad, ex-CIO e vice-presidente da North Star Financial – empresa de assessoria financeira – e que está atualmente em busca de um novo emprego, considera que a pobreza de vocabulário ou o excesso de jargões da TI estimulam desentendimentos e criam barreiras para a aprovação dos projetos.
Em alguns casos,  a comunicação não adequada pode trazer sérios danos para a reputação e a carreira do CIO. “Quando o profissional usa jargões ou uma linguagem muito própria da TI, demonstra que não é capaz”, alerta o consultor em TI e ex-CIO e CTO Peter Kretzman.
Acompanhe os dez principais erros de comunicação cometidos pelos gestores de TI e que precisam ser evitados a qualquer custo:
1.    Uso de jargões
Utilizar termos técnicos com profissionais que não estão em TI é o mais óbvio e comum erro cometido pelos CIOs e suas equipes. Ao utilizar um jargão, o executivo demonstra conhecimento limitado – inclusive da pessoa com a qual está conversando –, informa a presidente da consultoria em comunicação Lundberg Media, Abbie Lundberg.
“É comum que as pessoas com conhecimentos técnicos, como tecnologia, se comuniquem de uma forma própria”, pontua Abbie, que acrescenta: “Os tecnólogos, em particular, precisam estar muito conscientes disso.”
2. Queixar-se de problemas técnicos
O CIO da escola de negócios Harvard Business School, Stephen Laster, lembra de uma conversa que ele teve recentemente com os principais líderes da companhia. O executivo entrou na reunião e iniciou uma discussão sobre a dificuldade de lidar com sua equipe, a qual estava enfrentando problemas técnicos no data center.
“Enquanto eu falava, entrei muito a fundo em uma questão específica do meu departamento. E o que os demais absorveram [da reunião] foi que eu tinha um monte de problemas. Assim, o máximo que consegui foi deixar as pessoas nervosas”, analisa.
Laster afirma que, após a reunião, seu chefe se aproximou dele e explicou que trazer para os demais profissionais questões específicas da TI só serviu para deixar todos preocupados e abalar a confiança deles no departamento de tecnologia. “Ele me disse que isso não significa que não posso trazer problemas para os demais, mas deveria fazer isso com uma linguagem que todos pudessem entender e colaborar com ideias”, detalha o CIO.
3. Falar como alguém comercial
Peter Kretzman, que também escreve um blog sobre as perspectivas do CIO (http://www.peterkretzman.com/), conta que tem visto muitos executivos das áreas de negócio migrarem para posições de liderança em TI e tratar os profissionais de tecnologia como se fossem pessoas de vendas.
Assim, adotam termos motivadores na hora de delegar tarefas à equipe, o que não surte qualquer efeito, uma vez que as pessoas com formação técnica tendem a não ser estimuladas dessa forma, alerta.
O CIO precisa falar com sua equipe usando a linguagem mais apropriada a ela. Caso contrário, o líder virará um motivo de piadas e perderá o respeito dos profissionais, considera Kretzman.
4. Atenção às palavras
Quando as pessoas estão em um bar com amigos, podem usar qualquer termo. Contudo, algumas palavras, quando levadas para dentro do escritório, podem resultar em demissão. E Kretzman conta que já foi protagonista desse tipo de situação.
Ele lembra que o fato ocorreu durante uma das suas primeiras reuniões como CTO de uma companhia. Antes, a pessoa responsável pela TI da empresa era um jovem técnico, que tinha crescido dentro da organização. Durante um encontro com Kretzman e com outros seis gerentes de projeto, esse jovem profissional usou a seguinte frase: “Você precisa subir essas escadas e dizer aos executivos de negócios que eles se f*&$”, lembra o executivo que, alguns dias depois, foi dispensado por problemas de comportamento.
5. Falhar nas perguntas
“Grandes CIOs fazem perguntas interessantes e realmente escutam as respostas”, diz Abbie Lundberg. Ela defende que a capacidade de questionar os demais de forma adequada é uma competência crítica para um gestor de TI por três razões: provocar informações e ideias importantes; engajar os interlocutores; e ajudar a construir relações com as demais pessoas.
“A razão para um monte de pessoas não fazer isso é porque tem medo de demonstrar que não sabem as respostas para as perguntas”, pontua a especialista.
6. Impor ideias brilhantes sem convencer as pessoas
Os CIOs tendem a ser muito confiantes em suas ideias de como implementar as melhores tecnologias. Mas, muitas vezes, esquecem de olhar para as pessoas ao redor – suas equipes e o resto da empresa – com o intuito de buscar um consenso. Nessas horas, vem à tona o pensamento: “ninguém pode saber melhor do que eu sobre esse assunto”.
O CIO da Harvard Business School relata que ele cometeu esse erro quando seu departamento de TI estava analisando uma nova plataforma tecnológica e a arquitetura para suportá-la. Laster sabia que sua abordagem era a mais adequada, mas ele deu andamento a ela sem dar o tempo para que seu time se preparasse para a abordagem.
O resultado? “Perdemos alguns meses no processo. Tivemos de voltar atrás e reavaliar de que forma estávamos fazendo o trabalho”, conta o executivo, ao destacar que o “por que” pode ser mais eficiente do que apenas preocupar-se com o “o que” na hora de delegar uma tarefa.
7. Usar técnicas assustadoras para convencer os demais
Quando tentam explicar por que certos investimentos em tecnologias precisam ser realizados, alguns CIOs erram ao exagerar ou simplificar demais os pontos para deixar claro que os executivos de negócio não entendem de TI, afirma Kretzman. Por exemplo, para conseguir investimentos em um novo hardware, alguns profissionais usam frases como: “precisamos comprar dez novos servidores amanhã, se não quisermos parar as operações.”
O problema com esse exagero é que ele faz crescer nas pessoas de negócio a sensação de que elas viraram reféns da TI. Para evitar isso, o CIO deve, sempre que for buscar recursos para solucionar uma questão técnica, apresentar algumas alternativas, com prós e contras, para que essa seja uma decisão tomada em conjunto. E o mais importante é focar no que realmente interessa para a corporação: o impacto financeiro, para os negócios e para os clientes.
8. Excesso de confiança
Mesmo que os fatos sejam críticos em qualquer apresentação de investimentos em TI, os CIOs não deveriam confiar demais neles, diz Abbie Lundberg. Os gestores que não têm muita credibilidade perante os demais executivos da organização sempre buscam apresentação de números e análises quando estão apresentando um business case (caso de negócios) de tecnologia. O que é um equívoco, aponta a especialista, ao justificar que as pessoas demandam de alguma conexão emocional para aprovar as iniciativas.
“O que eles precisam realmente fazer é contar uma história e estimular a imaginação das pessoas que estão tentando convencer. Basicamente, a todo momento estamos buscando mudar a opinião de alguém”, pontua Abbie. “Mas isso é algo que o CIO, que tem formação em tecnologia, enfrenta muita dificuldade”, acrescenta.
9. Não explicam adequadamente o valor da TI
Todo CIO sabe que é seu dever explicar o valor da TI em termos de negócios, mas, algumas vezes, isso não representa algo simples. “Em várias ocasiões, quando o gestor de TI fala sobre tecnologia para as áreas de negócio, ele só está pulando uma etapa do que realmente isso vai trazer de valor,” afirma Abbie Lundberg.
Como exemplo, ela cita que os CIOs podem dizer ‘vamos conseguir ter essa informação em particular por que temos essas ferramentas de business intelligence’. Quando eles deveriam dar um passo atrás e explicar como a informação obtida pelo BI pode fazer diferença para o negócio, por meio de aumento das vendas ou melhor atendimento ao cliente.
10. Fazer apresentações cansativas
“As pessoas usam o Power Point de forma muito ruim”, lamenta Abbie Lundberg. As apresentações exageram no número de slides, no excesso de tópicos e apresentam muitas informações.
Abbie aconselha que, para ser eficiente, a apresentação em Power Point deve focar na audiência e no que ela deve considerar ou aprender.
A especialista aconselha que os CIO pensem em alternativas às apresentações tradicionais por meio de demonstrações práticas, por exemplo, e que permitam à audiência entender e interagir com o que está sendo falado.
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Pontos a se considerar na compra de soluções de TI

14, julho, 2010 Sem comentários

Por Americo Lopes 14 de dezembro de 2009

O que queremos aqui é ressaltar alguns pontos de consideração quando estamos diante da tarefa de comprar soluções de TI. Seja um sistema pronto, serviços de consultoria ou serviços de outsourcing, sempre nos deparamos com a necessidade de fazer a escolha acertada e, o que é pior, contando com margens de erro bem estreitas.

Nestes casos, o maior desafio é evitar, após a contratação, as enormes dores de cabeça decorrentes de uma opção mal feita e o constrangimento resultante dos gastos pela ausência do resultado esperado ( em alguns casos, resultado nenhum ).

O Produto TI, em termos genéricos, é um produto abstrato demais para o comprador avaliá-lo em termos mercantis. Muitas vezes, nem mesmo temos um produto, mas um conceito de produto.

Esta é a razão pela qual, em muitos casos, as negociações são fechadas tendo como base muito mais a “percepção” do que a “convicção” por parte de quem decide acerca da contratação ou compra.

Neste tipo de negociação, os envolvidos optam por valorizar elementos externos ao produto TI, ou seja, tamanho da empresa fornecedora, prestígio no mercado, importância da carteira de clientes, casos de sucesso em outros ambientes, etc. São a estes aspectos que tanto o vendedor, quanto o comprador iräo se apegar nas etapas que antecederão o fechamento do contrato.

Não há nenhuma razão para acreditar que, considerando o produto TI, o tamanho de uma empresa ou o prestígio de uma marca será uma garantia infalível de sucesso na compra da solução oferecida. Até mesmo porque, em se tratando de mercado de TI, consideráveis investimentos em marketing conseguem transformar produtos muitos ruins em boas soluções.

O que os compradores raramente levam em conta é que o que esta sendo comprado ou vendido não é uma marca ou um lote de ações da empresa fornecedora, mas uma solução para um problema. É simples assim. Afinal, comprador e fornecedor estão frente a frente em razão de um problema sentido por parte de quem certamente irá pagar pela solução.

Do exposto, devemos ter em mente que uma solução de TI nada mais é do que a formalização em código de boas idéias. Como boas idéias é um privilégio do ser humano é fácil concluir que a qualidade e pertinência da solução dependem muito mais dos indivíduos envolvidos no projeto do que do discurso elegante da equipe de vendas ou do prestígio de mercado da empresa fornecedora.

Desta forma, grande, média ou pequena, a empresa que fornecerá a solução de TI terá que contar com gente de qualidade, pois é esta turma que dará concretude e qualidade a solução vendida. Esta sim, é a verdadeira fonte geradora de valor agregado que a empresa tem. O resto é puro marketing.

Assim, é aconselhável não subestimar pequenas empresas como potenciais candidatas ao papel de fornecedoras de solução. Em alguns casos, estas empresas contam com potencial e know how de alta qualidade que, não raro, superam em muito os quadros de grandes empresas.

Se você dúvida e é da área de TI deve conhecer pelo menos um episódio desastroso de projetos enormes levados a efeito por nomes consagrados de mercado.

É sempre bom ouvir e avaliar as soluções apresentadas com total isenção, sem preconceitos ou rompantes de deslumbramento. Muitas vezes, incorremos em erros de avaliação exatamente por ceder a sentimentos deste tipo.

Se a idéia é comprar um solução de boa qualidade, então , nada melhor do que avaliar com total racionalidade as pessoas que eventualmente serão os responsáveis por viabilizá-la.

Nestes casos, não opte por vincular tamanho ou prestígio com qualidade. Esta equação nem sempre se resolve da forma como queremos. Se puder, procure conversar com as pessoas que realmente irão meter a mão na massa. Normalmente, elas se atém mais aos aspectos do problema e, por conseguinte, aos meios técnicos de solução do mesmo.

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Gerenciadores de Projetos: Como, Onde e Qual usar

13, julho, 2010 Sem comentários

Todas as empresas, mesmo as pequenas, usam alguma ferramenta para gerenciar a produção e os prazos dos seus projetos. Nem que seja tudo organizado em uma pasta cheia de planilhas do Excel, atualizadas diariamente, até um super gerenciador de tarefas extremamente caro, que só falta realizar o seu trabalho para você. Alguns utilizam softwares apropriados para seu trabalho, e dali extraem relatórios de produção. Algumas empresas, de todo o tipo (mas principalmente de Tecnologia da Informação), preferem usar gerenciadores de projeto. Uma ferramenta muito eficaz se usada com sabedoria.

Alguns desses gerenciadores são voltados para calcular o trabalho dispensado em cada projeto, outros para relacionar custos e horas trabalhadas, outros para controlar a demanda de trabalho, outros dividem os projetos em pequenas tarefas, etc. Esses sistemas são largamente usados na área de Tecnologia da Informação, mas também são muito úteis para órgãos públicos de todo o tipo e empresas que trabalham exclusivamente com prazos, não importando a área.

É impossível falar em gerenciadores de projeto sem falar de métodos de administração de projetos. Temos muitos métodos documentados que mostram como direcionar a equipe e qual linha de acompanhamento seguir (PMBOK, Cobit, Scrum, etc), e o software de gerenciamento pode ser adaptável ou não ao método adotado pela empresa. Então, é indispensável definir o melhor jeito de tornar as coisas ágeis e simples para seus funcionários e colegas. Depois de definido o método usado, é hora de gastar no mínimo um mês avaliando os gerenciadores disponíveis no mercado.

Existem muitas opções open source, mas nem sempre eles são as opções mais indicadas – o que parece ser uma economia agora, pode se tornar uma dor de cabeça de atrasos e acúmulo de backlog. Sou entusiasta das soluções free, mas infelizmente a área dos gerenciadores de projetos não é prioridade da comunidade do software livre. Analise as opções do mercado e utilize-as na fase de teste; mas utilize mesmo, teste o sistema a fundo. Eu sei que dá um pouco de trabalho, e faz-nos gastar um tempo que não temos, mas vale a pena testar. E é muito melhor se você pedir para os colegas testarem junto, pois esses sistemas são feitos para a equipe se comunicar e se atualizar junta, então é sempre bom levar o software à exaustão de acessos simultâneos, e explorar ao máximo os recursos de comunicação entre os usuários, para ver se funcionam mesmo.

Nessa fase de avaliação, ressalto alguns itens importantíssimos para serem observados:

  • Usabilidade: é fácil entender o funcionamento do sistema? É possível sair usando-o de primeira? Ele é óbvio? O fluxo de trabalho é facilmente entendido só ao tentar usar o software?
  • Hierarquia: o modo de permissão de acesso a usuários ao sistema é adaptável? Corresponde ao modo de trabalhar do grupo? Garante segurança das informações?
  • Informação: o software que você está testando consegue manter a equipe bem informada de tudo o que está acontecendo? Ele permite que todos os usuários se situem na exata fase do projeto em que estão? Todos conseguem ficar atualizados sobre o projeto sem acessarem-no, só com e-mails enviados automaticamente pelo software?
  • Stakeholders: os clientes podem acompanhar os projetos periodicamente através do sistema?
  • Controle de riscos: é possível prever os riscos do projeto? Há uma interface de alerta a respeito de alguma indeterminação de retorno financeiro nos cálculos sobre o investimento do projeto?
  • Calendário: é possível criar um cronograma agendado de trabalho que opere com mudanças freqüentes de prazos? Esse recurso possibilita a visualização de atrasos e adiantamentos em algum relatório?

Na minha opinião estritamente pessoal, prefiro os gerenciadores que operam direto no navegador dos usuários, como se fosse um site ou uma intranet que permitisse a administração dos projetos. Também é muito importante, a nível bem gerencial, o uso de gráficos que mostre o valor-hora relacionado aos recursos usados nos projetos, desde os funcionários envolvidos até as aquisições materiais e terceirização de serviços. Existem alguns gerenciadores que agregam as habilidades administradoras dos gerentes: controlam as horas trabalhadas dos colaboradores, independente de estarem em um projeto ou não, agendam as atividades das equipes, facilitam a montagem de um workflow, agregam o registro de demanda de serviço – e não só de projetos -, e permitem vários tipos de consulta.

Os gerenciadores são grandes facilitadores se usados com sabedoria, torno a dizer.

Depois de escolhido o melhor software, é hora de implementá-lo e aderir o seu uso à cultura da empresa. Essa é a parte mais espinhosa, principalmente porque os gerentes e funcionários normalmente não estão habituados a descrever suas atividades diárias, e nem a ler com atenção o que lhes é proposto, bem como aprender a usar uma nova ferramenta – o que torna o uso do gerenciador muito difícil nas primeiras semanas. Uma grande campanha de conscientização é necessária neste momento. Um e-mail de explicação ou até uma palestra, ou um curso de capacitação, são imprescindíveis nessa hora delicada. Por isso é importante lembrar que durante uma fase confusa ou de excesso de trabalho, a implantação de um gerenciador só atrapalharia o trabalho. Esse tipo de solução deve ser integrada na rotina das pessoas de modo suave, para que o esgotamento diário não sirva de argumento contra o uso do software, ou pior ainda; para que não torne o gerenciador o grande vilão da gestão.

Em suma, a equipe que trabalha bem com o gerenciador de projetos só agrega benefícios a si: organização, agendamento, controle de gastos, comunicação, e gerenciamento otimizado. O gestor também se dará conta das maravilhas que um simples programa de computador pode fazer para facilitar sua vida. A boa visualização do que está acontecendo dentro da corporação, ou do setor, é um recurso excelente para administrar bem uma equipe.

Abaixo seguem links de softwares gerenciadores de projetos que eu recomendo – mas não atenha-se somente a estes, procure mais.

Redmine – http://www.redmine.org/
TraceGP – http://www.tracegp.com.br/tracegpsite/tracegp-inicio.htm
OpenProj – http://openproj.org/
Liquid Planner – http://www.liquidplanner.com/

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